Nossa História
Uma jornada de amizade, criatividade e paixão por games. Conheça a trajetória completa de Paulo Afonso e Márcio Guedes, da união de paixões pela arte e tecnologia aos lançamentos atuais da Pixel Box CG.
As Raízes Criativas: YouTube, Arte Urbana e Paixão por Games
Muito antes de a Pixel Box CG sonhar em nascer, as sementes da nossa criatividade já estavam sendo plantadas em caminhos paralelos e cheios de expressividade. De um lado, Paulo se aventurava no universo do YouTube quando a plataforma ainda dava seus primeiros passos no Brasil: criou o canal The Crazy's, produzindo, roteirizando e editando vídeos de humor e esquetes descontraídas com amigos, descobrindo ali o fascínio pelo audiovisual e pela montagem digital.
Ao mesmo tempo, Márcio expressava sua veia artística nos muros e nas cores da arte urbana: apaixonado por grafite, ele grafitava paredes de amigos, muros autorizados e murais espalhados pela região de Guarulhos, aprimorando seu senso de composição visual, proporção, perspectiva e teoria das cores de forma orgânica e autodidata.
Apesar de estarem em frentes diferentes naquele momento, ambos compartilhavam exatamente o mesmo DNA: uma paixão visceral por videogames, pelas artes em todas as suas vertentes — desde o desenho manual e as artes plásticas até a música — e o desejo constante de transformar imaginação em algo tangível. Estávamos destinados a nos encontrar.
O Encontro na Alpha Channel: A Sintonia Perfeita
Por uma daquelas felizes coincidências que só o destino é capaz de arquitetar, em maio de 2013 ambos sentimos exatamente a mesma inquietação criativa e decidimos dar um passo além: profissionalizar nossos conhecimentos técnicos no universo da computação gráfica. Sem nos conhecermos previamente, nos matriculamos no mesmo curso e na mesma turma na conceituada faculdade de tecnologia Alpha Channel, em São Paulo.
O ambiente da faculdade era efervescente, respirando 3D, arte digital, design e animação. O impacto da nossa convivência foi imediato: bastaram poucas conversas nos corredores e trabalhos em grupo para percebermos que tínhamos a mesma ética de dedicação, o mesmo amor por jogos independentes e habilidades que se completavam perfeitamente. Enquanto Paulo trazia uma visão aguçada de direção de arte, design de interfaces e narrativa, Márcio se destacava pela impressionante velocidade técnica, visão estrutural de modelagem e facilidade natural para a lógica de programação.
Durante todo o curso, os intervalos das aulas deixaram de ser momentos de descanso para se tornarem reuniões de brainstorming. Ali nascia não apenas uma grande amizade de respeito mútuo, mas uma verdadeira dupla de desenvolvimento, unida pelo sonho audacioso de fundar nosso próprio estúdio de jogos.
A Fundação da Sociedade e a Construção do Studio
Com a conclusão do curso na Alpha Channel em junho de 2014, tomamos a decisão mais decisiva de nossas vidas profissionais: transformar as conversas de intervalo em uma empresa real. Oficializamos a criação de uma sociedade de iguais, estabelecendo como meta construir um estúdio independente capaz de desenvolver jogos autorais e soluções digitais modernas.
A ideia inicial era começar prestando serviços digitais terceirizados (criação de websites, identidade visual e modelagem 3D) para capitalizar o negócio enquanto estruturávamos nossos projetos internos. Em agosto, encontramos o ponto de partida físico: um salão comercial cedido pelo pai do Paulo em Guarulhos. Estava longe de ser um estúdio pronto, mas vimos naquele espaço empoeirado o berço de tudo o que sonhávamos.
Colocamos literalmente a mão na massa juntos. Foram semanas intensas de faxina pesada, pintura de paredes, raspagem de chão e organização de cabos de rede e energia. Juntos, economizamos cada centavo para realizar a primeira compra oficial de equipamentos e mesas. Cada móvel montado e cada tomada instalada pela dupla representava a certeza de que estávamos construindo um estúdio sólido, erguido com esforço compartilhado.
Nasce a Pixel Box CG: Identidade e o Primeiro Lar
Em setembro de 2014, o sonho finalmente ganhou nome, rosto e endereço oficial. Depois de semanas desenhando rascunhos conceituais e trocando referências estéticas, desenvolvemos a primeira identidade visual da Pixel Box CG: um logotipo moderno que unia a precisão geométrica dos pixels à tridimensionalidade da computação gráfica.
Com a nova iluminação instalada, as cortinas no lugar e as máquinas conectadas em rede, o ambiente respirava profissionalismo e energia criativa. Sentar lado a lado nas nossas mesas de trabalho, ligar os monitores e publicar o primeiro site institucional foi uma conquista inesquecível. A Pixel Box CG deixava de ser apenas uma ideia de dois jovens sonhadores para se tornar um estúdio ativo, pronto para encarar o mercado.
A Mudança de Rumo: O Compromisso com Jogos Próprios
Após os primeiros meses desenvolvendo trabalhos terceirizados para clientes comerciais, nos reunimos para uma conversa franca e decisiva sobre o futuro. Percebemos que, embora os serviços de design pagassem as contas, aquilo não preenchia o nosso verdadeiro propósito criativo. Nosso coração sempre esteve nos videogames.
Decidimos, em comum acordo e com muita coragem, mudar radicalmente o rumo do estúdio: direcionaríamos 100% da nossa energia e do nosso tempo para a produção de propriedades intelectuais e jogos próprios. Nossa primeira proposta foi um "Infinite Runner" com temática urbana brasileira, onde o protagonista corria pelas ruas fazendo embaixadinhas com a bola de futebol. Trabalhamos semanas no conceito e na modelagem, mas fomos pegos de surpresa quando um título de mecânica quase idêntica foi publicado internacionalmente por outro estúdio.
Em vez de desanimar, aquela experiência testou e fortaleceu a sintonia da nossa equipe. Rimos juntos da coincidência, engavetamos o protótipo sem ressentimentos e sentamos novamente à mesa com a certeza de que a próxima ideia seria ainda mais autêntica, original e profundamente conectada com as nossas memórias de infância.
O Nascimento de "Ding Dong" e os Devlogs em Vídeo
A faísca que estávamos procurando surgiu de onde menos esperávamos: das lembranças das nossas próprias brincadeiras de infância. Imaginamos um jogo leve, nostálgico e bem brasileiro sobre a clássica travessura de criança de tocar a campainha da casa dos vizinhos e sair em disparada. Assim nascia o conceito de Ding Dong e da sua inesquecível antagonista, a temível Dona Coróca.
Como equipe, estruturamos uma dinâmica de trabalho colaborativa e horizontal: dividimos a criação entre a direção de arte, interface e modelagem de cenários por um lado, e a engenharia de gameplay, física e lógica de programação pelo outro, sempre colaborando e refinando o trabalho um do outro diariamente.
Além de desenvolver o jogo, tomamos uma atitude pioneira para um estúdio indie brasileiro na época: decidimos abrir os bastidores de desenvolvimento em uma série de diários de produção (Devlogs) no YouTube. Registramos em vídeo os desafios de física na Unity, o processo de escultura 3D dos personagens, as animações e até os bugs mais engraçados. A resposta do público nos deu um fôlego renovado e a certeza de que estávamos no caminho certo.
Foco Total na Produção e Superação de Desafios
O segundo semestre de 2015 foi o período de maior intensidade de código e arte que o estúdio já havia enfrentado. Transformar um protótipo simples em um jogo polido exigiu madrugadas adentro de estudos e centenas de testes de colisão, física de corrida e otimização para smartphones da época, que possuíam memória extremamente limitada.
Como éramos uma equipe enxuta para cuidar de absolutamente tudo — modelagem 3D, texturização, shaders, som, física, interface, menus e testes —, a cumplicidade e o bom humor tornaram-se nossas armas indispensáveis para manter o ritmo sem esgotamento. Registros descontraídos, como a famosa foto do banheiro que virou piada interna para sempre, mostravam que mesmo sob pressão sabíamos manter o ambiente leve e motivador. Em outubro de 2015, comemoramos o início oficial da montagem da build principal do Ding Dong, consolidando uma engrenagem afinada de produção.
Maturidade Técnica, Novo Logotipo e Reta Final
Entramos em 2016 com a consciência de que aquele seria o ano do nosso primeiro grande lançamento oficial. A produção atingiu maturidade plena: a jogabilidade estava divertida e responsiva, os obstáculos funcionavam de forma balanceada e a trilha sonora conferia o ritmo frenético que queríamos.
Para acompanhar o salto de qualidade do jogo, decidimos reformular completamente a identidade visual da empresa. Em setembro de 2016, apresentamos o novo logotipo da Pixel Box CG, com um design muito mais elegante, futurista e memorável, além de criarmos o ícone oficial do Ding Dong com a campainha dourada em estilo cartoon. Estávamos afinados em todos os detalhes para entregar uma experiência que transmitisse todo o nosso carinho aos jogadores.
O Lançamento Oficial de Ding Dong na Google Play
No dia 3 de Outubro de 2016, vivemos um dos momentos mais marcantes da história da Pixel Box CG: o botão de publicação foi finalmente acionado e Ding Dong foi lançado oficialmente na Google Play Store. Ver o jogo disponível para qualquer pessoa no mundo baixar e jogar foi a consagração de mais de um ano e meio de esforço diário, abdicação e resiliência mútua.
Como era nosso primeiro projeto completo de fôlego, o processo foi exaustivo e demandou tudo o que tínhamos, mas o sentimento de dever cumprido e os feedbacks positivos que começamos a receber nos deram a certeza de que éramos capazes de transformar qualquer sonho em realidade trabalhando juntos. Acompanhamos cada download em tempo real e lançamos atualizações imediatas para melhorar o suporte a diferentes modelos de celulares.
Reconhecimento Regional, Versão Web e Novos Horizontes
A repercussão de Ding Dong ultrapassou as nossas expectativas iniciais. Em dezembro de 2016, o estúdio ganhou destaque na imprensa com uma matéria especial de página dupla publicada no conceituado jornal de Guarulhos (Folha Metropolitana), apresentando a nossa trajetória como desenvolvedores independentes que estavam colocando a cidade no mapa dos games.
Inspirados pelo retorno da comunidade e buscando democratizar ainda mais o acesso ao jogo, levamos a experiência além dos smartphones: em junho de 2017, lançamos o Ding Dong Online, rodando diretamente em navegadores web sem necessidade de download ou instalação. Essa experiência profunda com tecnologias para a web foi fundamental para moldar o conhecimento que mais tarde serviria de base para nossos aplicativos modernos, como o Placar na Mão e o Sorte na Mão.
Uma Nova Fase: Inovação em PWAs e Ecossistema Digital
Em 2026, a Pixel Box CG entra no capítulo mais prolífico, maduro e dinâmico de toda a sua história. Combinando mais de uma década de aprendizados, decidimos expandir a atuação do estúdio para o desenvolvimento de soluções utilitárias e interativas de ponta, trazendo a agilidade e a excelência dos Progressive Web Apps (PWAs).
Desenvolvemos e lançamos duas ferramentas autorais de grande destaque: o Sorte na Mão, um aplicativo completo e versátil para sorteios, listas, roletas e bingo com gráficos fluidos, e o Placar na Mão, um marcador esportivo inteligente com funcionamento 100% offline, pensado para partidas reais entre amigos e famílias.
Com Paulo e Márcio liderando todas as frentes de design, arquitetura de sistemas e experiência do usuário, a Pixel Box CG segue fiel ao seu propósito original desde os tempos da Alpha Channel: usar a tecnologia, a arte e o entretenimento para conectar pessoas, criar momentos memoráveis e construir o futuro com dedicação e trabalho em equipe.